O Conto da Sereia

12.00

No primeiro conto, “Diálogos na areia”, Octávio é um daqueles miúdos que na ilha de Luanda se arremessa contra as ondas que se desfazem na praia, deslizando com a sua chapa de madeira, o seu “kalema board”. Ele sonha à noite com cada onda do dia seguinte, até que ele descobre Cecília, uma mulher feita comparada com ele… mas a diferença de idade, como o tamanho das ondas, foi mais um doce desafio de superação a que se entrega com o mesmo ardor e entusiasmo.

Octávio e Cecília voltam a encontrar-se ou a desencontrar-se ao longo dos contos, ora trocando de papéis e de idade como no conto “A mulher imaginária”, ora assumindo outras circunstâncias de tempo e de modo, embora quase sempre no lugar inspirador de Luanda e da sua ilha.

No conto “Luanda, o primeiro dia”, Octávio é também o nome do primeiro homem de Paulo Dias de Novais a desembarcar na ilha, há quatrocentos anos atrás, como o Octávio do primeiro conto é certamente o velho que agora conta aos miúdos da praia a história do nome da cidade.

No último conto – “A porta” – explica-se como o tempo pode ter uma outra dimensão e assemelhar-se a um labirinto em que se pode ir do passado ao futuro, desde que se tenha um fio condutor para se encontrar a saída.

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